Congregação em Mongaguá
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Entrega, Compromisso e Missão
Por Lic. Juvenal S. Netto


Queremos refletir um pouco a respeito do Pentecostes e do seu significado. Primeiramente queremos desmistificar o significado do pentecostes. Essa palavra, por si só, nos leva a pensar em línguas estranhas, e todo tipo de manifestações diferentes que vem de igrejas que são de linhas mais avivalistas. Então queremos destacar aqui que há diferença entre Igrejas Pentecostais e a festa de Pentecostes que celebramos nesse domingo. O Pentecostes em si era um festival que era celebrado no qüinquagésimo dia depois da páscoa. Era uma festa da colheita que celebrava o fim da colheita da cevada e o início da colheita do trigo. O livro dos Atos dos apóstolos mostra o pentecostes sendo celebrado por aqueles que estavam perseverando, unânimes, em Jerusalém desde a morte, ressurreição e ascensão de Jesus. Neste contexto acontece um fenômeno de recepção do Espírito Santo. Veio do céu um som e um forte vento e línguas como de fogo de dividiram e se assentaram sobre cada pessoa e estas foram cheias de Espírito Santo. Deus age e se comunica por intermédio do Espírito Santo através de uma voz e a multidão entendia essa voz em seus próprios dialetos e idiomas. Como conseqüências do pentecostes, narrados nesse texto temos: o batismo de pessoas que ali estavam e o nascimento da igreja. Podemos entender o batismo aqui como o comprometimento e adesão das pessoas à obra do Espírito e o nascimento da igreja sendo impulsionado pela obra desse mesmo Espírito.

De todas as formas o pentecostes está para nós cristãos como entrega, adesão e capacitação espiritual. Rogamos ao Espírito Santo de Deus que posso nos encher a cada dia para que possamos entregar honestamente as “primícias” do nosso coração e do nosso procedimento. Rogamos ao Espírito Santo que o compromisso assumido no batismo continue vivo e constantemente presente. Rogamos ainda, ao Espírito Santo que nos impulsione a cada dia a um novo nascimento como igreja de Jesus Cristo que cumpre as palavras e os ensinamentos do Mestre. Que Deus nos ajude!

 

Chico Xavier, um filme ou um mito?
Por Rev. Marcos Bailão

  Algumas semanas atrás estreou nos cinemas do país um filme sobre a vida do líder espírita Chico Xavier. Estrategicamente lançado no feriado que comemora a data magna do cristianismo, a obra arrastou multidões (isso sem contar os “desencarnados”, dizem as más línguas) para as salas de cinema, curiosos por ver o que se contava a respeito do líder. Como em quase toda obra do gênero, a preocupação maior não é retratar historicamente a figura em questão, com virtudes e defeitos, e no quadro histórico e social em que se inseriu, mas mostrar como foi vítima da intolerância dos que eram contra ele e exaltar as suas qualidades a ponto de tratá-lo quase como um semi-deus.

Até aí, nada de novo. Interesses vários sempre influenciaram a arte para que ela retratasse a visão dos poderosos. No caso do filme sobre Chico Xavier, está diretamente ligado à Vênus Platinada do Jardim Botânico. O que me chamou a atenção foram as reações a uma crítica feita por um comentarista de cinema na internet. Ele questionou alguns pontos do filme enquanto produção artística e nunca a pessoa ou a doutrina que são retratados no filme. e, como crítica à produção, fez alguns reparos, nada de tão grave, diga-se de passagem. Porém os comentários dos internautas eram cheios de agressividade, como se o crítico houvesse cometido algum sacrilégio. Frases como “quem você pensa que é para falar assim de Chico Xavier?” ou “deixe de criticar a quem só fez o bem”.


Se existe um lado bom nisso, é que desmascara a pretensão dos espíritas de serem tratados como cientistas e não como religiosos. A ciência não desperta paixões assim, só a fé. Mesmo que enganosa, mas ainda assim fé. Mas isso demonstra algo perigoso que vem crescendo a cada dia. É a radicalização dos grupos religiosos. E não podemos condenar os outros, pois isso – se estou certo – reapareceu no século XX através de grupos protestantes conservadores que começaram a pregar que qualquer um que não pregasse exatamente como eles – inclusive outros grupos cristãos – são inimigos, devem ser demonizados. Devemos lembrar que Jesus não usou a fé como instrumento de agressão ou exclusão, mas de inclusão daqueles que eram menos considerados, tidos como impuros e indignos do amor de Deus. Não podemos fazer da fé motivo para a violência. Devemos fazer do amor daquele que sofreu ele mesmo todo o tipo de violência o exemplo e o instrumento para amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem.


O Poder da Palavra Oportuna
Por Robert J. Tamasy


  Anos atrás um amigo contou-me que participou de um encontro onde os líderes da cidade debatiam a possibilidade de sediar importante reunião de pessoas de todo o mundo. Lentamente a discussão enveredou para um rumo totalmente negativo. Autoridades inquietavam-se com possíveis problemas: trânsito congestionado, violência, demonstrações políticas e outras confusões. A possibilidade do evento ser acolhido pela cidade era pequena naquele momento.

  Meu amigo abstivera-se de falar durante a discussão, até que um membro do Comitê se voltou para ele dizendo: “Ted, você ficou calado. O que você acha?”. Sua resposta foi simples e em poucas palavras:“Sem bois, o celeiro fica vazio”. Ele não deu explicações preferindo deixar que aquelas palavras fossem assimiladas por alguns momentos. Alguém reagiu entusiasmado: “Ele está certo. Claro que teremos problemas, mas os benefícios de sediar o evento ultrapassam quaisquer desvantagens”. Imediatamente o discurso mudou de direção, transformando a atmosfera do encontro.

  As palavras de meu amigo foram extraídas da Bíblia, de Provérbios14.4: “Onde não há bois, o celeiro (abastecido através deles), fica vazio, mas da força do boi vem a grande colheita. ”Passaram-se alguns dias até que um colega deu-se ao trabalho de perguntar qual a fonte de tanta sabedoria. A dramática mudança no rumo da reunião não exigiu um inspirado discurso elaborado, com apelo emocional. Palavras simples atingiram o cerne da questão com precisão cirúrgica. Palavras oportunas têm poder inacreditável, como a Bíblia nos lembra de diversas maneiras:

  Algumas vezes o melhor é a ausência de palavras. Algumas pessoas ficam emocionadas com o som da própria voz, mas o silêncio pode ser o melhor discurso.“Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento” (Provérbios 17.28).

  Diga o que for mais apropriado para o momento. Como Ted descobriu, geralmente é a combinação do que se diz e quando se diz que exerce o maior impacto. “Dar resposta apropriada é motivo de alegria;e como é bom um conselho na hora certa!” (Provérbios15.23).

  Fale com sinceridade. Você realmente acredita no que está dizendo e leva os interesses de todos em consideração? Então, suas palavras serão bem recebidas. “O coração do sábio ensina a sua boca, e os seus lábios promovem a instrução” (Provérbios 16.23).

  Reaja com bom senso, não com raiva. No calor do momento, alimentados pela emoção, podemos proferir palavras das quais nos arrependeremos mais tarde. “Quem tem conhecimento é comedido no falar,e quem tem entendimento é de espírito sereno” (Provérbios 17.27).

  Expresse seus pontos de vista com cautela. Graças aos programas de rádio e televisão, somos envolvidos em um dilúvio de opiniões sobre qualquer coisa. Todo mundo está falando, mas poucas pessoas parecem estar ouvindo. Ouça antes de falar! “O tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos” (Provérbios 18.2).

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